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O meu centro cirúrgico é eficiente?

Por Bill Denton, ER, MBA, Diretor Sênior, GE Healthcare Partners

Há inúmeros fatores influenciadores que afetam e determinam a eficiência da sala de cirurgia. As salas de cirurgia estão se tornando complexas com os crescentes fatores móveis como pacientes e famílias, tecnologia, suprimentos e o time cirúrgico, entre outros.

A sala de operação é uma das áreas mais críticas relacionadas à performance geral do hospital e, com isso, funciona como o “motor do hospital”. Como um carro, a sala de operação está se tornando cada vez mais complexa, com muitos itens que exigem manutenção e ajustes para evitar uma revisão completa.

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Não é segredo que ineficiências abundam em muitas das salas de cirurgia hoje. Pacientes, tecnologia e a equipe cirúrgica possuem um grande impacto na eficiência da sala de operação. Com mais casos sendo atendidos em ambulatórios, hoje os pacientes cirúrgicos estão mais doentes. Eles têm necessidades de acuidade mais alta, ou seja, usam mais recursos e demoram mais para serem tratados.

Os pacientes não são apenas mais complexos, mas também, a tecnologia usada para dar suporte à equipe cirúrgica e aprimorar os cuidados prestados ao paciente estão tornando os procedimentos cirúrgicos mais subtanciais. Desde componentes da imagem, tecnologia robótica e tecnologia a laser para procedimentos por vídeo e salas híbridas, todos exigem equipes de subespecialidades cirúrgicas capazes de acompanhar essas tecnologias e fornecer bons resultados.

Com a mudança na complexidade e na acuidade, cada vez mais é feita a seguinte pergunta pela liderança do hospital: “A minha sala de cirurgia é eficiente?”. Existem vários fatores de influência que afetam e determinam a eficiência geral da sala de cirurgia, incluindo sinais como:

  • Cirurgiões estão infelizes e constantemente no escritório
  • Os casos não parecem começar ou terminar a tempo
  • Períodos de rotatividade demoram a terminar
  • Casos são cancelados com frequência no dia da cirurgia
  • Custos de mão-de-obra e materiais estão constantemente acima do orçamento
  • Há dias muito ocupados e dias muito ociosos na mesma semana
  • A satisfação do paciente e da equipe é baixa ou não melhora

Uma boa maneira para começar a responder as perguntas acima é entender o momento atual, encontrar as lacunas e montar uma equipe para fazer as alterações necessárias. Além disso, ter uma equipe capacitada para lidar com as ineficiências pode ser um bom degrau para mudar a cultura e fazer com que alterações de política e processo permaneçam no longo prazo. Essa coordenação entre serviços, trabalho em equipe e comunicações aprimoradas é essencial para melhorar a eficiência, fortalecer a qualidade e a segurança e reduzir os custos dos cuidados. Boa qualidade custa menos.


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Denton é vice-presidente executivo da GE Healthcare Partners com mais de 30 anos de experiência como clínico, executivo da área de saúde e consultor. Ele é reconhecido em todo o setor por sua experiência na utilização de evidências na tomada de decisão para reduzir despesas e melhorar a qualidade do atendimento, com foco na sustentabilidade. Denton faz parceria com executivos de alto escalão, enquanto trabalham diligentemente para criar uma cultura de mudança nas organizações para sustentar melhorias. Ele possui uma vasta experiência na administração de serviços de saúde e, como clínico, fornece essa perspectiva para orientar os clientes através do processo complexo de identificação e implementação de iniciativas significativas de economia de custos com médicos e outros médicos. Seu contato é: bill.denton@ge.com.