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Como PET/CT beneficia a Oncologia

Em 2018, estima-se que 1.735.350 diagnósticos de câncer foram feitos nos Estados Unidos. Mais de 600.000 pessoas morreram da doença.1 Isso coloca o ônus sobre a precisão e conveniência nas ferramentas usadas para diagnosticar e monitorar um paciente. É também a razão pela qual a Tomografia por emissão de Pósitrons/ Tomografia Computadorizada (PET/CT) teve um impacto significativo na oncologia.

Entenda o que é essa tecnologia, como ela funciona e os benefícios do PET/CT quando se trata de diagnóstico e tratamento do câncer.

 

O que é PET/CT?

O PET/CT utiliza pequenas quantidades de materiais radioativos (radiotracers), um dispositivo de câmera especial e um computador para avaliar as funções de órgãos e tecidos de um paciente. Como identifica alterações corporais em um nível celular, o PET/CT pode ser capaz de detectar precocemente uma doença, antes que ela apareça em outros testes de imagem.

Este tipo de imagem na medicina nuclear2 também verifica todo o corpo, permitindo que radiologistas e médicos referencistas determinem a extensão da doença. Isso permite que os médicos estabeleçam um curso mais eficaz de tratamento e monitorem esse tratamento à medida que ele progride.

 

Como o PET/CT identifica o Câncer?

Um exame de PET/CT começa com uma injeção com um tipo de glicose contendo traços de materiais radioativos (radiotracers) no paciente. Conhecida na área médica como 18F-fluorodeoxiglucose (FDG), o tecnólogo espera até que os órgãos ou tecidos em questão absorvam a substância.

Uma vez concluída a absorção, um grande scanner em forma de túnel com um detector de câmera é capaz de "ver" as células danificadas ou cancerosas. Porque as células cancerosas normalmente absorvem glicose muito mais rápido do que as células saudáveis. Esta tecnologia híbrida ajuda os profissionais médicos a determinarem a fase de um tumor com base na taxa de absorção das células, bem como seu tamanho e localização 3.

 

Tipos de tumores comumente avaliados com PET/CT

Embora variem com base na situação, a Stanford Health Care identificou seis tumores onde PET/CT provou ser crítico4:

  • Câncer de pulmão
  • Linfoma
  • Câncer colorretal
  • Melanoma
  • Câncer de cabeça e pescoço
  • Câncer de mama

 

O que torna o PET/CT benéfico para o tratamento do câncer

Embora a tecnologia tenha sido testada há décadas, foi o Dr. Ron Nutt e o Dr. David Townsend que criaram o primeiro scanner PET/CT híbrido em 2001.5 Dezessete anos depois, mais de 2 milhões de exames PET e PET/CT foram realizadas, aproximadamente 7% a mais do que em 2017.6

Esta tecnologia relativamente nova dá aos profissionais médicos uma maneira indolor de diagnosticar e monitorar lesões cancerosas e tumores em pacientes. Eles podem eliminar a necessidade de realizar várias aquisições de imagem, encurtando o tempo do exame e fornecendo vários outros benefícios que são explorados abaixo.

Diagnóstico precoce

Devido à forma como os exames PET/CT “iluminam” o tecido insalubre, a máquina é capaz de localizar com precisão as células cancerosas rapidamente. Os médicos de referência usam esta tecnologia para fazer diagnósticos precoces e para identificar reincidência nos pacientes.7

Descarta Procedimentos Invasivos

O PET/CT pode potencialmente também eliminar procedimentos invasivos, como remoção benigna de nódulos e biópsias para determinar a malignidade. Estudos científicos estimam que eles identifiquem corretamente as lesões aproximadamente em 93% das vezes.8

A precisão na determinação da fase do tumor também pode impedir que os pacientes sejam submetidos a procedimentos que não são benéficos, ajudando-os a evitar a remoção desnecessária de tecidos ou órgãos.

Mostra resultados efetivos de tratamento

Os oncologistas são capazes de avaliar a resposta e a eficácia do tratamento com PET/CT. A máquina identifica rapidamente todo o crescimento novo em células cancerosas em comparação com exames precedentes de um paciente.

Isso ajuda a orientar a terapia adicional, confirmando a resposta ou sinalizando a necessidade de mudar de rumo, potencialmente eliminando tratamentos ineficazes ou hospitalização desnecessária.9

Avaliação pós-cirurgia

Pacientes oncológicos que são pós-cirúrgicos podem ter alterações na anatomia que tornam a leitura da Tomografia ou Ressonância Magnética difícil ou impossível.

Um PET/CT pode avaliar o sucesso da cirurgia ajudando o médico a tomar decisões sobre os próximos passos no tratamento.8 

 

Referências: